PR reforça apelo por moratória da dívida

PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOÃO LOURENÇO
Luanda - O Presidente angolano, João Lourenço, juntou-se ao grupo de líderes africanos e europeus, numa iniciativa de apoio à moratória da dívida e pacotes de assistência económica e sanitária inéditos.
João Lourenço subscreveu o documento, assinado por outros 17 líderes mundiais, que resulta de uma decisão gizada, recentemente, por Chefes de Estado e de Governo de África.
Os subscritores destacam a necessidade de uma moratória, imediata, em todos os pagamentos da dívida bilateral e multilateral, quer pública, quer privada, até que sejam controlados todos os focos de propagação da pandemia Covid-19.
“O surto da Covid-19 e a sua rápida propagação alargaram os sistemas globais de saúde pública para além dos seus limites e causaram danos económicos, sociais e humanitários generalizados. Este vírus não conhece fronteiras”, lê-se no documento.
Consideram que o combate requer forte liderança internacional, guiada por um sentido de responsabilidade e solidariedade compartilhadas, frisando que apenas uma vitória global, que englobe totalmente África, pode acabar com essa pandemia.
“Podemos vencer esta batalha, mas para isso precisamos de agir agora, com a racionalização do tempo e dos recursos disponíveis. Caso contrário, a pandemia afectará, de forma severa, particularmente África, prolongando a crise globalmente”, escrevem.
Os signatários do apelo adiantam que, da parte de África, governos, médicos, cientistas e comunidades locais têm uma experiência valiosa na contenção de surtos.
“A União Africana (UA) apoia a resposta continental coordenada. A maioria dos países já tomou medidas vigorosas para retardar a propagação do vírus e estão prontos para fazer mais”, lê-se no documento.
Os signatários assinalam, também, a indicação, pela UA, de quatro enviados especiais para mobilizar apoio internacional na luta contra a pandemia no continente africano, sublinhando que o seu papel será decisivo na implementação da estratégia colectiva.
Mas defendem que o sucesso requer um esforço internacional, já que medidas eficazes de contenção acarretam enormes custos para os sistemas de saúde, economias e meios de subsistência.
Os líderes lançam apelos a governos, instituições multilaterais, organizações filantrópicas e não-governamentais, bem como à empresas privadas, para responderem, imediatamente, ao apelo do G20 e unir esforços, sem precedentes, para consolidar as defesas do sistema de saúde de África.
Instaram o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Africano de Desenvolvimento, o Novo Banco de Desenvolvimento e outras instituições regionais a fazerem uso de todos os instrumentos disponíveis, e a revisão das políticas de acesso e as limitações de cotas, para que os países de baixa renda possam beneficiar do seu apoio.
“Temos de aumentar a capacidade de resposta de saúde de emergência de África, com prestação de apoio imediato aos seus sistemas de saúde pública”, defendem.
Conforme os líderes subscritores, todos os recursos disponíveis nas instituições e canais existentes, como o Fundo Global e a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (GAVI), devem ser usados nessa batalha comum contra a Covid-19.
FONTE: ANGOP



