Maior firmeza no combate ao tráfico de moeda e droga

 

                                                                                                 Presidente da República cumprimenta o novo comandante-geral da PN

O Presidente da República, João Lourenço, pediu ao novo comandante-geral da Polícia Nacional e às novas chefias do Serviço de Inteligência e de Segurança Militar, medidas firmes contra o tráfico de drogas e de moeda estrangeira, criminalidade violenta e a imigração ilegal, em muitos casos, ligada ao garimpo de diamantes.

A orientação foi deixada segunda-feira durante a cerimónia de tomada de posse do comissário Alfredo Eduardo Manuel Mingas como novo comandante-geral da Polícia Nacional, e do general Apolinário José Pereira, que ocupa agora o cargo de chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar, em substituição do também general José Maria.
Ao dirigir-se aos empossados, o Presidente da República manifestou-se preocupado com os "níveis alarmantes" atingidos pelos tráficos de drogas e de moeda estrangeira, a criminalidade violenta e a imigração ilegal e afirmou que, tal como foi a guerra no passado, estes crimes constituem hoje uma ameaça à paz dos cidadãos, à segurança nacional e ao desenvolvimento da economia. Lembrou que elas cresceram de forma assustadora, mudaram as formas de actuação e, juntas, constituem uma "grande ameaça à paz dos cidadãos, segurança nacional e ao desenvolvimento da economia nacional”.
Na presença do Vice-Presidente da República, dos ministros de Estado, ministros e auxiliares da Presidência da República, João Lourenço manifestou confiança nos oficiais generais presentes e pediu-lhes para, com a sociedade civil e autoridades do Estado, “encarar de frente as quatro ameaças”.
Os empossados juraram combater a corrupção e o nepotismo, além de se absterem de práticas e actos que lesem os interesses do Estado, sob pena de serem responsabilizados civil e  criminalmente.  
Por outro lado, o Chefe de Estado procedeu no mesmo dia a novas exonerações e nomeações, sendo que entre as mais de 60 entidades nomeadas constam chefias da Polícia Nacional, dos Serviços de Inteligência e de Segurança Militar, Casa de Segurança do Presidente da República, das Forças Armadas, do Ministério da Defesa Nacional, da Inspecção-Geral da Administração do Estado, do Serviço de Investigação Criminal e do Serviço de Migração e Estrangeiros.

FONTE: JORNAL DE ANGOLA

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